Você já deve ter ouvido falar sobre Open Banking, mas sabe o que esse conceito significa e quais as mudanças que a sua plena implementação deve gerar na prática? Vamos explicar.

Primeiramente, pense na sua relação com seu banco ou instituições financeiras em geral. Provavelmente há um histórico que vocês construíram ao longo do tempo; e é esse histórico que permite que o banco lhe ofereça crédito, entenda se você paga as contas em dia ou recebe valores na conta corrente.

Considere também que, tradicionalmente, as soluções financeiras eletrônicas que um banco desenvolve normalmente estão disponíveis apenas para ele próprio. Todos os serviços e aplicativos são gerenciados internamente. Isso significa que não daria para outra empresa desenvolver ou integrar aplicações utilizando a solução que já existe.

Também não daria para aproveitar todo o relacionamento que você construiu com um banco e levá-lo para outro banco. E quando se começa do zero, o novo banco não sabe exatamente se você é um bom pagador, quais os produtos que gosta de adquirir, nem nada do tipo.

Neste mundo conectado e cheio de fintechs, instituições cooperativas e aplicativos, cada vez mais se torna necessário integrar e facilitar a vida do consumidor de serviços financeiros, aproveitando, inclusive, seu histórico de relacionamento com outras instituições. Como fazer isso? O Open Banking responde. 

O que é Open Banking, então?

Na tradução literal, Open Banking significa “banco aberto”, o que explica um pouco do conceito embutido, que seria o de o mercado passar a usar uma camada de tecnologia padrão para tornar possível a portabilidade de dados financeiros.

Essa tecnologia padronizada seria possível com a liberação de interfaces baseadas em APIs, que são Interfaces de Programação de Aplicativos. As empresas de tecnologia costumam ter suas APIs abertas. É assim, por exemplo, que um mapa do Google Maps consegue ser integrado a qualquer site.

Com o Open Banking, os bancos e instituições financeiras em geral podem realizar esse compartilhamento de APIs, ou seja, deixá-las abertas, tornando possível a criação de produtos e serviços financeiros novos e aproveitando as informações antigas, se assim o consumidor desejar.

Em outras palavras, o Open Banking gera disrupção no setor financeiro e abre as alternativas para o consumidor bancário poder levar suas informações financeiras para qualquer lugar, da forma como quiser, sem ter que começar do zero e aproveitando condições e taxas mais vantajosas.

O processo de regulamentação do Open Banking por aqui foi autorizado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no mês de maio deste ano e a expectativa é que seja implementado totalmente até outubro de 2021.

O Open Banking visa incentivar a inovação e ampliar a concorrência. Neste cenário, é o cliente que escolhe quais dados compartilhar e com quem. Isso significa que seus dados bancários passam a lhes pertencer e não pertencer apenas às instituições.

De acordo com o Banco Central, o conceito de Open Banking deve considerar o compartilhamento de dados, produtos e serviços, assim como a abertura e integração de plataformas e infraestrutura.

Entre os objetivos da adoção do Open Banking estão:

– Incentivar a inovação;

– Ampliar a eficiência;

– Oferecer mais e melhores produtos e serviços financeiros;

– Ampliar a concorrência.

Na regulamentação de Open Banking, as medidas seguem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Uma vez autorizado pelo cliente, o modelo deve permitir o compartilhamento de:

– Dados relacionados aos produtos e serviços oferecidos pelas instituições participantes;

– Informações cadastrais;

– Dados transacionais, como contas de depósito e operações de crédito;

– Serviços de pagamento.

Alguns países também já vêm adotando o conceito de forma ampla e servem de parâmetro para o Brasil, como é o caso da Inglaterra.

Compartilhar APIs é seguro?

Você pode estar se perguntando se compartilhar APIs é seguro e como ficariam as suas informações financeiras neste novo cenário. Saiba que, mesmo no caso das APIs abertas, é possível garantir a segurança de dados.

É claro, porém, que reforçar essa proteção é um ponto fundamental na adoção do Open Bankinge toda implantação de processosdeve ser feita com muita atenção e rigor. Dentre os desafios na implantação do modelo está a questão da regulação e da segurança.

Alguns países que já estão começando a adotar o Open Banking também têm criado uma série de regras visando impedir o uso errado das informações compartilhadas. E as empresas terão autonomia para a adoção de procedimentos que garantam maior proteção aos dados.

É natural que exista certo receio relacionado a mudanças como esta. Você lembra como era no início do Internet Banking, por exemplo? Mas, assim como acontece em outras operações online, no Open Banking é o consumidor quem vai decidir o que compartilhar ou não dentro de um ambiente seguro.

Como o Open Banking impactará bancos, fintechs e cooperativas de crédito?

O compartilhamento de APIs relacionado ao conceito de Open Bankingpode causar muitos impactos para bancos, fintechs e cooperativas de crédito. Afinal de contas, vai permitir o desenvolvimento de novas soluções para seus clientes, ampliando o portfolio de produtos em oferta e a escolha dos mesmos.

Por exemplo: se você tem conta no banco X e ele te oferece crédito, mas você acredita que pode ter uma oferta melhor em outra instituição, como em uma cooperativa como a nossa, pode permitir que essa instituição tenha acesso às suas informações bancárias. Com isso, dependendo do seu histórico, é possível conseguir ofertas mais personalizadas e melhores.

É natural, portanto, que players menores do mercado aproveitem a oportunidade para gerar mais soluções e receitas, enquanto bancos tradicionais terão de melhorar a oferta e o atendimento para manter ou atrair clientes. Especialmente para as fintechs e cooperativas financeiras, o Open Banking abrirá oportunidades de realização de análises de crédito mais certeiras, a partir do aproveitamento do histórico.

Afinal, o Open Banking é bom ou não para o cooperado?

Aqui no Sicoob Engecred acreditamos em cooperação para oferecer o melhor aos cooperados e suas comunidades. Por isso, vemos o Open Banking como algo positivo. A adoção do modelo, como já dissemos, deve gerar ofertas personalizadas e a criação de novos produtos e serviços. Além disso, deve permitir a inclusão de mais pessoas no universo financeiro.

Neste contexto, o Sistema Sicoob já disponibilizou aos desenvolvedores diversas de nossas APIs financeiras que podem ajudar na criação de soluções inéditas e melhorar a vida de todos. Elas são monitoradas e auditadas por nossa plataforma proprietária e toda comunicação entre os dispositivos de clientes e nossos servidores é feita com criptografia de ponta a ponta, com algorítmos de última geração.

Dentre as APIs disponibilizadas estão as de conta corrente, investimentos e poupança. Você pode ter acesso a outras informações clicando aqui

Você ainda não é um cooperado?

Postado por Sicoob Engecred

O Sicoob Engecred é uma das mais sólidas e respeitadas instituições financeiras cooperativas do país. Alia gestão eficaz, carteira diversificada, atendimento diferenciado e foco no resultado dos associados para ser reconhecida como a principal instituição financeira de cada cooperado.

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